Imunoensaio enzimático para a determinação quantitativa da Proteína S total e livre em plasma humano citratado
Características
| Tecnologia | ELISA |
| Tamanhos | 96 testes |
Imunoensaio enzimático para a determinação quantitativa da Proteína S total e livre em plasma humano citratado.
UTILIZAÇÃO PRETENDIDA:A Proteína S é um imunoensaio enzimático em fase sólida para a determinação quantitativa da Proteína S Total e Livre em plasma humano citratado. A determinação da Proteína S Total e Livre auxilia na estimativa do risco de trombose.
INFORMAÇÃO GERAL:A Proteína S é uma glicoproteína dependente da vitamina K, com um peso molecular de 70 kDa, sintetizada principalmente pelos hepatócitos, mas também por células endoteliais, células de Leydig nos testículos e megacariócitos. No plasma humano está presente numa concentração de cerca de 25 µg/ml e possui uma semivida de aproximadamente dois dias. Cerca de 40% da Proteína S circula na forma livre funcionalmente ativa, enquanto 60% está complexada com a proteína de ligação ao C4b (C4b-binding protein). A Proteína S desempenha um papel essencial no sistema anticoagulante da Proteína C, atuando a Proteína S livre como cofator da Proteína C ativada (aPC). Entre as proteínas dependentes da vitamina K, a Proteína S apresenta a maior afinidade para fosfolípidos com carga negativa, aumentando assim a afinidade da Proteína C ativada pelas membranas através da formação de um complexo. Este mecanismo tem importância fisiológica, uma vez que a aPC inativa preferencialmente os fatores de coagulação Va e VIIIa ligados à membrana. A deficiência de Proteína S pode ser hereditária ou adquirida e aumenta o risco de eventos trombóticos, como trombose venosa profunda, embolia pulmonar ou tromboflebite. A prevalência da deficiência de Proteína S foi estimada em até um caso por cada 300 indivíduos na população geral. Aproximadamente 50% dos indivíduos com deficiência hereditária de Proteína S sofrerão um evento trombótico antes dos 45 anos de idade. A deficiência adquirida de Proteína S ocorre com maior frequência do que a forma hereditária e pode ser observada, entre outras situações, durante terapêutica anticoagulante oral, utilização de contracetivos orais, gravidez, doença hepática, diabetes mellitus, quimioterapia e diversas síndromes inflamatórias. A deficiência de Proteína S é classificada em três tipos. A deficiência do tipo I corresponde à redução dos níveis de Proteína S Total e Livre. A deficiência do tipo II caracteriza-se por atividade reduzida da Proteína S, apesar de níveis antigénicos normais. A deficiência do tipo III corresponde à redução apenas do nível antigénico e da atividade da Proteína S Livre. Para determinar o tipo de defeito, o diagnóstico laboratorial da deficiência de Proteína S pode requerer a determinação dos níveis antigénicos de Proteína S Total e Livre, bem como a sua avaliação funcional.
CARACTERÍSTICAS DO KIT:
- Método: ELISA
- Testes: 96
- Tempo de Incubação / Condições: 30 min, 30 min (RT); 30 min (RT/escuro)
- Intervalo de Medição: 12,5 - 150 %
- Sensibilidade analítica: 1 %
- Volume Final da Amostra: 100 µl
- Tipo de Amostra: plasma
- Isótopo / Substrato: TMB 450 nm
- Controlos Internos: 2
- Estado Regulamentar: CE