EPO (Eritropoietina) ELISA
Imunoensaio enzimático para a determinação quantitativa de Eritropoietina (EPO) em soro humano
Características
| Tecnologia | ELISA |
| Tamanhos | 96 testes |
Imunoensaio enzimático para a determinação quantitativa de Eritropoietina (EPO) em soro humano.
UTILIZAÇÃO PRETENDIDA:O ELISA EPO destina-se ao uso diagnóstico in vitro para a determinação quantitativa da Eritropoietina (EPO) em soro humano. Este ensaio destina-se à deteção de níveis elevados ou reduzidos de EPO em soro humano, auxiliando o diagnóstico de anemias e policitemias por profissionais de saúde.
INFORMAÇÃO GERAL:A eritropoietina (EPO) é uma proteína altamente glicosilada com um peso molecular de aproximadamente 30.000 a 34.000 Daltons. A EPO humana é um polipeptídeo constituído por 165 aminoácidos, contendo uma cadeia de hidratos de carbono ligada por O-glicosilação e três cadeias ligadas por N-glicosilação. A EPO recombinante constitui um bom substituto da proteína nativa para utilização em imunoensaios. Os níveis séricos de EPO dependem da taxa de produção e da taxa de depuração da proteína. Cerca de 90% da EPO é produzida nas células peritubulares do rim adulto em resposta a uma diminuição da oxigenação tecidular. Existem evidências de que a proteína presente nestas células responsável pela deteção da saturação de oxigénio do sangue contém um grupo heme. À medida que a pressão parcial de oxigénio (pO₂) plasmática diminui, em função do hematócrito, a concentração de EPO aumenta. Existem também observações que sugerem uma correlação inversa entre os níveis séricos de EPO e a massa de glóbulos vermelhos.A quantificação da concentração sérica de eritropoietina constitui um importante complemento diagnóstico na determinação da causa de anemias ou eritrocitoses. A anemia aplástica, a anemia hemolítica e a anemia por deficiência de ferro resultam geralmente num aumento dos níveis séricos de EPO. Por outro lado, os níveis de EPO em doentes com anemia secundária a insuficiência renal e outras patologias, como a síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA), são frequentemente inadequadamente baixos para o grau de anemia apresentado. Esta situação resulta, muito provavelmente, da incapacidade do rim afetado em produzir quantidades adequadas de EPO. Concentrações reduzidas de EPO podem constituir um sinal precoce de rejeição de transplante renal. A EPO pode igualmente ser utilizada na monitorização de doentes com SIDA submetidos a terapêutica com Zidovudina (AZT). Um aumento da concentração de EPO confirma que a anemia associada ao tratamento com AZT resulta de hipoplasia ou aplasia eritrocitária. A policitemia vera (ou eritrocitose primária), caracterizada pelo aumento da massa eritrocitária devido à produção excessiva e não estimulada de eritrócitos, conduz ao aumento da hemoglobina e consequente redução da produção de EPO, originando níveis séricos inferiores ao normal.As policitemias secundárias, também caracterizadas pelo aumento da massa total de glóbulos vermelhos, ocorrem como resposta fisiológica ao aumento dos níveis circulantes de EPO causado por hipóxia tecidular. Esta hipóxia pode resultar de fatores como fibrose pulmonar, doença cardiovascular, exposição prolongada a elevadas altitudes, formas anormais de hemoglobina ou determinados tratamentos farmacológicos. Alguns tumores são capazes de produzir EPO e, nestes casos, a eritropoietina pode ser utilizada como marcador tumoral para monitorizar a eficácia do tratamento.
CARACTERÍSTICAS DO KIT:
- Método: ELISA
- Testes: 96
- Tempo de Incubação / Condições: 2 h, 30 min (RT/shaker)
- Intervalo de Medição: 10,7 - 469 mIU/ml
- Sensibilidade analítica: 1,1 mIU/ml
- Volume Final da Amostra: 200 µl
- Tipo de Amostra: soro
- Isótopo / Substrato: TMB 450 nm
- Controlos Internos: 2
- Estado Regulamentar: CE